31 maio 2009

hoje

hoje está um dia lindo
para ser feliz


[Getty Images]

28 maio 2009

[assim...]

[Google / Getty Images - imagem manipulada]

[Este sol apetecível, mar azul e areia branca nos pés deixam-me assim… a jiboiar...]

27 maio 2009

nunca e sempre

Nunca e Sempre
são palavras de carácter definitivo, redutor e inconsequente
[a vida ensina-me a proferi-las moderadamente,
para que não se dispersem como bolas de sabão.]

[DeviantART - pormenor]


nunca (Do lat. nunquam, «id.») em tempo algum; jamais; em nenhuma circunstância; nenhuma vez; sempre (Do lat. semper, «id.») em todo o tempo; sem fim; eternamente; continuamente; constantemente;

21 maio 2009

just perfect

Obrigada E.,
Por me dizeres sempre a verdade que [por vezes não gosto mas] preciso escutar.

A vida não é perfeita. Ou melhor, na vida não podemos viver num estado de perfeição constante. Porque não. Porque não teria graça. Porque o mundo altera-se a cada segundo. Porque mudamos nós também com ele.
As pessoas não são perfeitas. Cada um de nós tem as suas particularidades. Os seus momentos de inquietação, de fragilidade, de parvoíce. E aqui é que começa o busílis da questão.
Desde que nascemos somos preparados para sermos fortes, para competir, para sobreviver, para enfrentar tempestades, para sermos os melhores no que fazemos, para sermos os mais felizes, os mais sorridentes, os mais bem sucedidos, os mais capazes, os mais confiantes, enfim…
Raramente nos ensinam a olhar para nós mesmos [para isso criaram os psicoterapeutas], a olhar para os outros, a olhar pelos outros, a dar real valor aos conceitos partilha e cumplicidade.
Vive-se no espartilho da beleza, do sucesso, do desfile de bens materiais, do ideal de alguma coisa que ainda ninguém sabe bem o quê nem consegue definir.
E para minar tudo isso, criou-se o amor e os amigos, que nos desarmam e deitam por terra todas as utopias.
Ama-se porque se ama. Alta ou baixa, gordo ou magro, tímida ou extrovertida, careca ou cabeludo, forte ou frágil.
Ama-se porque se ama. E quem ama [através de alguma forma ou de algum sinal] consegue dizer "Estou aqui" nos momentos em que nos sentimos envoltos num nevoeiro tão denso que não encontramos o caminho de volta. Ama-se porque se ama. E quem ama, ama-nos quando estamos fortes, alegres, tranquilos, seguros e confiantes, mas [sobretudo] quando estamos perdidos, tristes, inseguros, frágeis, ansiosos ou de coração apertado. Ama-se porque se ama. E quem ama diz-nos sempre a verdade e não se amedronta.

Por isso agradeço todos os dias pelos pais e amigos verdadeiros que tenho. E não me canso de lhes dizer como são fulcrais na minha vida. Como são tudo para mim.


[ariana luna]

[Porque nada (mas mesmo nada) é mais importante do que isto]

18 maio 2009

adeus M.

A M. morreu. Foi encontrada pela mãe no quarto hoje pela manhã. Tinha apenas mais 3 anos do que eu. Ainda não se sabe porque morreu. Ligaram-me apenas a dizer que tinha morrido. Passei os verões e muitos fins-de-semana da minha meninice e adolescência com a M., que vivia na casa contígua à da minha prima. Passávamos os dias na praia até ao pôr-do-sol, a rir, a fazer amigos, a conversar sobre tudo, a sonhar. Conhecia a M. desde sempre. A vida foi-nos separando mas lá a encontrava de tempos a tempos e fui sabendo sempre notícias dela. A M. morreu. Tinha apenas mais 3 anos do que eu. Tinha toda uma vida para ser feliz. Tal como temos todos, mas ocupados como andamos sempre, nem nos lembramos que amanhã podemos não estar aqui. A M. morreu. Lembro-me sobretudo dos seus cabelos negros como asas de andorinha e do sorriso discreto. A M. morreu. Tinha apenas mais 3 anos do que eu. E ainda não me consigo acreditar nem sei o que sentir.

16 maio 2009

catarse

Nas últimas semanas tenho reflectido bastante acerca de alguns dos valores essenciais na minha vida. Revelou-se um período profundamente catártico. [re]Descobri que:

' Tenho amigos maravilhosos e pais de uma ternura extrema e de um carácter, rectidão e generosidade absolutamente irrepreensíveis;

' A vida [apesar de nada fácil e sempre tomada a pulso] tem sido [nos momentos cruciais] generosa comigo;
' Começar de novo não significa "regressar à casa da partida" mas significa [sobretudo] uma oportunidade de aprender com os erros para evoluir e melhorar;
' Não posso proteger-me das desilusões. [Quando amamos ficamos expostos.] Não quero [nunca mais] impedir-me de viver.
' Tenho em cada dia 86400 segundos para viver novas experiências, fortalecer laços com as pessoas que amo, fazer o que me dá prazer, ser menos implacável comigo mesma, melhorar [sempre] como pessoa. Para ser feliz.
' Nem sempre poderei compreender a mudança, os sentimentos ou as ideias, mas devo aceitar a diferença e apoiar o caminho que cada um deseja percorrer.
' Acredito incondicionalmente no poder do amor e que os sentimentos verdadeiramente fortes e genuínos resistem a todas as adversidades, ausências e contratempos.
' Tenho que escutar mais atentamente a voz da minha intuição.
' A dor que senti já não tem espaço no meu coração. É grande demais para a alegria. É demasiado pequeno para a tristeza.
' Todo o bem que fiz, [a quem não o reconheceu, ignorou ou me magoou] fi-lo sempre de coração. Voltaria a fazê-lo em dobro.
' Não vou dedicar o meu precioso tempo, o meu pensamento e o meu sono a pormenores sem importância. Vou considerar que [quase] todas as coisas que me deixam impaciente ou triste não têm importância.
' Nunca escolhi percorrer o caminho mais fácil. Sempre preferi o caminho das pedras, que por vezes se afigura extenuante mas que me revela as melhores paisagens.
' O mar é [cada vez mais] o ambiente onde me tranquilizo, busco energia e reflicto. Onde me sinto em paz.


[ariana luna] Paraíso secreto algures no Norte, Maio 2009

14 maio 2009

[porque sim]

[surrupiado daqui]

12 maio 2009

to be or not to be

Em conversa com um amigo, falávamos acerca da importância do local onde se nasce e se cresce para a construção da personalidade e do carácter humano.
Defendo que ninguém deverá ser discriminado ou rotulado somente por ter nascido ou vivido em determinado lugar e que todos devem ter o direito e a oportunidade de escolherem o seu caminho.
Fiquei com "a pulga atrás da orelha" e fui pesquisar. Existem variadíssimos estudos no campo da psicologia, sociologia e genética que defendem de forma inequívoca que os factores ambientais, sociais e hereditários vivenciados sobretudo na infância e adolescência influenciam sobremaneira a construção da personalidade, atitudes e opiniões.
Diz o ditado popular que "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Talvez os fundamentos do meu amigo,
à luz da ciência, façam afinal sentido. Quem nasce e vive na selva, cedo ou tarde se revela selvagem.

[Getty Images - manipulada digitalmente]

[Continuo a querer acreditar que o ser humano pode sempre mudar. Se essa mudança interior for consciente e verdadeira. Embora agora acredite um pouquinho menos…]

11 maio 2009

?

Dele dependem
todos os que o têm,
não os que vão,
sim os que vêm,
bate sem mãos,
fala sem boca,
nunca sair
pode da toca.


[adivinha popular]

[Getty Images]


[para escutar com o que nos bate cá dentro no peito]

07 maio 2009

i'm possible

[surrupiado daqui]