16 abril 2009

intervalo

[Este blog está de férias.]

[Getty Images]


[Até breve. Cuidem bem de vocês. E silêncio, que este blog está a relaxar…]

13 abril 2009

sobre o arame

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade


[imagem surripiada aqui]

12 abril 2009

Páscoa *

O meu problema com a ressurreição dos mortos é que não sei se me apetece voltar a encontrar os meus melhores amigos. Temo um embaraço por falta de assunto. E o resto da gente não se tornou concerteza mais interessante do que foi em vida por ter passado pela experiência única da morte. Sendo assim receio que a vida depois da morte seja mortalmente entediante. O que é que tu achas?

Pedro Paixão, in Histórias Verdadeiras


[Getty Images]


[Porque hoje é Páscoa. Porque tenho sorte de não ter perdido muitas pessoas verdadeiramente importantes. Aliás não perdi ninguém. A única pessoa importante que já não está comigo continua viva. Dentro de mim. Sempre.]

* [Do hebr. pesakh, «passagem», pelo lat. vulg. pascùa-, «pastagem», pelo lat. ecl. Pascha-, «Páscoa»]

Festa anual dos Cristãos para comemorar a ressurreição de Jesus Cristo;

11 abril 2009

até à eternidade

Deve haver um lugar onde um braço
e outro braço sejam mais que dois braços
um ardor de folhas mordidas pela chuva,
a manhã perto nem que seja de rastos.


Eugénio de Andrade, in O Peso da Sombra


[Imagem do filme From Here to Eternity (1953), de Fred Zinnemann]

[Continuo a descobrir tesouros perdidos nas imensas caixas de livros que trago da casa dos meus pais, desde a mudança.
Este fim-de-semana encontrei este pequeno livro (uma 1ª Edição de Outubro de 1982) repleto de delicados poemas que passeio com os meus dedos e devoro com os meus olhos ávidos de palavras simples.]

02 abril 2009

quando as palavras...

Quando as palavras não dizem o que somos.
Gastamos em tinta o que prometemos em sonhos.
Quando as palavras não dizem o que somos.

Oh! Meu Anjo da Guarda, eu sei que te dou trabalho.
Eu e tu somos iguais... eu queria tanto fazer-te feliz...
Não esperes que eu consiga mudar da noite para o dia.

Mesa, in Quando as Palavras
Letra e Música de João Pedro Coimbra