31 julho 2008

tentação

Resiste a tudo menos à tentação.

Oscar Wilde

29 julho 2008

myself

[tenho saudades minhas]


[ariana luna] 2007

[muitas. tantas...]

23 julho 2008

desejo

Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado.

José Luís Peixoto, in Antídoto

[Getty Images]espaço

[para escutar nas noites mais iluminadas que os dias]

22 julho 2008

um passo de cada vez

[ariana luna] Paraíso Secreto algures no Norte, 2008

[para escutar a saborear o marulhar das ondas]

18 julho 2008

o mar no coração

Acendo um cigarro e falo com o meu coração:
Esta noite tive um sonho; conheci um homem que tinha o mar no lugar do coração, e quando sentia o seu corpo contra o meu, ouvia lá fora a fúria do mar.

Al Berto


[ariana luna] Paraíso Secreto algures no Norte, 2008

16 julho 2008

ainda sou do tempo...

[Capri-Sonne, quem se lembra? Uma das gulodices da minha meninice. Ontem fui presenteada com todos os sabores, para matar saudades de uma infância muito feliz.]

15 julho 2008

silenciosamente

[Getty Images]

[para escutar com o precioso silêncio do mar]

11 julho 2008

chuvinha da boa

Basta eu referir despreocupadamente que conto os dias por sol e preguiça e lá começa a cair [aqui no Porto, pelo menos] sorridente chuvinha da boa, todo o santo fim-de-semana. Daquela que molha e que impede [a maioria das pessoas] de ir à praia e gozar os prazeres do sol.

[Getty Images - manipulada digitalmente]

[Ei, tu aí em cima?! Que sentido de humor inoportuno!...]

10 julho 2008

preguiça

sol e preguiça [é só disto que eu preciso]

[Getty Images]

08 julho 2008

gula

Amanhã inicio-me como aprendiza nas artes culinárias com quem percebe muito do assunto.

[Getty Images]

[Suspeito que vou adorar.]

03 julho 2008

morder-te o coração

Não tenho coração, pensava nas noites em que ficávamos a olhar o reflexo da lua no Atlântico.
Tu contavas a história do duende prateado que tem de acender as luzes todas do mar da tranquilidade. Ele que prometeu ao Sol que pode dormir sossegado. Haverá sempre uma luz para espantar as coisas más.
Quando me fui embora, não deixei morada.
Hoje, quero que saibas que não te disse nada e que quando te pedi para me morderes o coração era só para me certificar de que ele existia no meu peito. Tu preferiste beijar-me, nunca me mordeste e, assim, fiquei sem saber.
[…]
Como num filme vi o teu corpo desintegrar-se, em pedaços, cinzentos como o teu casaco, frágeis como o teu lugar neste sítio, silenciosos como a minha memória da tua voz.
Morder-te o coração, o teu coração incompleto. Sim, ainda tenho um pedaço pendurado, visceral, animal, um pedaço teu misturado com a minha saliva, com a minha ideia de satisfação, de saciar a fome do mundo.
Quando disser o teu nome
Maria


Patrícia Reis, in Morder-te o coração


[DeviantArt - manipulado digitalmente]

02 julho 2008

atitude #2

[ariana luna]

01 julho 2008

calorias

As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.

[Getty Images]

[Quero lá saber! Apetece-me tanto um gelado…]

punhal na carne

Arrebatados, capturados por uma imagem, apenas uma imagem, uma simples imagem que os deixava expostos e indefesos. Os encontros, a exploração embriagada da perfeição, a adequação inesperada do objecto de desejo, a doçura do começo, o tempo próprio do idílio. Delírios, desejos, esperanças, fantasias, sonhos, sofrimentos, feridas, angústias, ressentimentos, desesperos. A paisagem destruída de um casal depois da fúria devastadora da paixão.

[Imagem da peça "Punhal na Carne"] Teatro do Campo Alegre, Junho 2008
Texto Original "Como Um Punhal nas Carnes", de Maurício Kartun
Adaptação e Encenação de Júnior Sampaio
Interpretação de Clara Nogueira e José Fragoso

[Fragmentos de uma intensidade feroz revelados com o desejo à flor da pele.]