28 dezembro 2007

joy

[ariana luna] Seychelles, Abril 2001

Foi nesta ilha idílica, de mar turquesa e palmeiras grandiosas que presenciei a mais enternecedora expressão de alegria.
Um grupo de meninos brincava com uma palmeira caída e o riso fresco e a alegria contagiante emocionou-me e fez-me ter vontade de os registar para sempre.

Não precisavam de mais nada para serem felizes.
Viviam de forma livre, simples e tranquila.
Durante as 2 semanas que lá estive, experienciei a vida que sempre quis ter.

E "porque a vida é o que fazemos dela", tornemos 2008 um ano memorável!

24 dezembro 2007

para todos vós

Feliz Natal a todos vós, que durante este ano me fizeram sentir a vossa companhia, o vosso carinho, as vossas reflexões.
A todos aqueles que, de alguma forma, se identificaram, ou foram tocados pelas minhas palavras.

Feliz Natal

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Uma vontade imensa de te abraçar, de te olhar, de te encher de mimos, de te dizer como trouxeste luz e felicidade à minha vida.
Esta noite sonhei contigo. Vieste dar-me um abraço. O único presente que pedi. Um abraço embrulhado em braços quentes. Foi um sonho bom. Um pedacinho de alegria que encheu o meu coração de esperança.

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Uma saudade que me rasga por dentro ao mesmo tempo que me faz cerrar os olhos e imaginar-te perto.
Gosto de ti. Muito. Tanto que às vezes me zango por teres partido sem te teres despedido de mim.

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Das nossas conversas pela noite dentro e dos segredos confessados à sombra das árvores perfumadas dos frutos plantados por ti.
Sinto falta do teu olhar doce, das mãos generosas, do corpo de mulher valente.
Sinto falta de ti, embora saiba que hoje [e sempre] estarás do meu lado.

Feliz Natal Avó.

21 dezembro 2007

sugestão literária

Terminei a leitura de um dos livros mais apaixonantes que já li: O Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Márquez.
Um livro com gente dentro. De sentimentos inabaláveis. Um livro de amor, de vidas que se cruzam e se articulam ao sabor das marés, de paixão, de determinação, numa época marcante de uma história recente.
Um livro para sorver, para beber devagarinho.

[Um livro de aromas e cheiros e palavras feitas devagar como quem faz um filho. Como diz a Simone de Oliveira na "Desfolhada". Por gosto.]

20 dezembro 2007

amizade

Estive com as amigas de sempre. As amigas que apesar dos caminhos ímpares traçados, dos objectivos tão distintos, das opções tão singulares, sempre encontramos um espaço para nos vermos. Somos quatro. Quatro personalidades únicas que [talvez por isso mesmo] formam um grupo tão coeso.
Passamos juntas por muito. Adolescência, liceu, aulas, noites a fingir que estudávamos, directas a tentar meter na cabeça livros inteiros de História de Arte [a minha memória prodigiosa nunca me atraiçoou!], maçãs e tostas para calar a fome e enganar o sono, os primeiros amores, risos, algumas lágrimas, as primeiras desilusões, projectos e novas ilusões, música, festas, mais risos, viagens, arte, férias, faculdade, mais directas a estudar e mais segredos partilhados, responsabilidade, trabalhos e sucessos divididos. Em todos os momentos marcantes estivemos lá, reunidas.

Enquanto tomávamos o chá e as bolachas do costume, olhei para as 3 e pensei com orgulho que apesar das diferenças, das parvoíces de cada uma nós, apesar de passarmos semanas sem sabermos umas das outras ou das palavras duras que tivemos que dizer quando uma de nós precisou de as escutar, apesar das vidas agitadas, dos maridos que foram chegando, do filho que nasceu, dos projectos e da distância, só com verdade se constroem 16 anos de amizade.

São 3 das minhas amigas de sempre. Existem outras amizades [de sempre] tão valiosas quanto estas. Outras [mais recentes] tão preciosas quanto as últimas.

A beleza da amizade é que não tem tempo ou idade.

[A amizade [como qualquer outro sentimento de amor] não critica, questiona. Não julga, interroga. Não sentencia, enfrenta.
Olha nos olhos e não deixa que nada nem ninguém minem o mais valioso dos sentimentos. Por vezes, basta o silêncio de um abraço para sentirmos que o mundo inteiro não é grande demais.
]

19 dezembro 2007

bom humor

O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo.
Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.


Alfred Armand Montapert

18 dezembro 2007

horizonte

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...


Alberto Caeiro, in Guardador de Rebanhos


Miradouro da Graça - Lisboa, Outubro 2007

14 dezembro 2007

saudades

Este fim-de-semana vou levar a minha menina a passear. Vou deixar a mana digital a descansar as chuteiras por 2 dias e tirar-lhe a ferrugem e a sensação de abandono que deve estar a sentir faz meses.
Estou com saudades de todo o ritual que envolve a fotografia a preto e branco. Desde o rebobinar da película para a cassete até à revelação para o papel. Aprecio cada momento. Cada fase do processo. Amplio o leque de experiências, de testes, de gradientes. Os olhos adaptam-se à luz vermelha, os dedos cheiram terrivelmente mal a fixador e o sorriso abre-se perante a imagem que aparece devagarinho, na água que agito suavemente.
A minha menina vai sair para desenhar com a luz…


[Vou voltar a ter tempo para fotografar, para escrever, para viajar, para conhecer.
Porque sim. Porque me apetece.
]

13 dezembro 2007

despertar

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

Mafalda Veiga

[Hoje acordei com esta música. Soube bem este despertar.
Para começar bem o dia...]

10 dezembro 2007

a vida

Felicidade é a certeza de que a vida não está a passar inutilmente.

Recebi esta frase no meu último aniversário. Pareceu-me uma frase feita. Daquelas que circulam nos milhões de sms que se enviam em épocas festivas e afins. No entanto, foi o único que não apaguei. Foi-me enviado pela minha quase prima. Um conceito que criamos para nós, por termos tios em comum e por termos partilhado uma infância e adolescência muito felizes, de verões cheios de mar, areia, sol e descobertas. De conversas e risos baixinhos durante as madrugadas para não levarmos um raspanete da tia. De música, alegria, descontracção, liberdade, de pura e ingénua felicidade.

A minha quase prima não é de dizer frases feitas. E talvez por isso lhe tenha dado o benefício da dúvida e guardado a sua mensagem.

Nunca como agora esta frase faz tanto sentido para mim.
Até porque a felicidade por si só é um conceito falacioso. Existem somente momentos felizes. Momentos que guardamos bem aconchegados nos jardins secretos no nosso coração.

[ariana luna] Vila Nova de Cerveira, 2001

[A felicidade nesse seu conceito dúbio e indefinido só é realmente verdadeiro quando nos exala dos poros e nos ilumina o olhar. Quando a sentimos de dentro de nós. Sem buscar nos outros e nas coisas que desejamos um qualquer significado que julgamos merecer. Felicidade é sentir cá dentro, nesse lugar recôndito que só nos conhecemos, um sorriso sincero e espontâneo, um aconchego que de tão bom que é, só apetece partilhar…]

06 dezembro 2007

luz

[clicar sobre a foto para aumentar]

A 26 de Janeiro em Perth, na Austrália, uma multidão juntou-se numa praia local para testemunhar um espectáculo de fogo-de-artifício. Entretanto, uma trovoada começou a aparecer do lado direito. O mais inesperado, foi entre estas duas manifestações de luz aparecer uma terceira, o Cometa McNaught, actualmente visível no hemisfério sul.
O resultado está presente nesta foto memorável.

05 dezembro 2007

Porto, o meu Porto

Contam-se hoje 11 anos que a Unesco elevou o Centro Histórico da cidade Invicta a Património Mundial da Humanidade. No entanto, não foram somente as raízes históricas, as pontes, a arquitectura medieval, a muralha Fernandina, os jardins, o Convento da Serra do Pilar, as caves do Vinho do Porto, a cidade bucólica serpenteada por um rio longo e sofrido, as margens românticas que namoram esse rio, as ruas estreitas feitas de histórias de guerras, de pestes e orgulhos patrióticos ou sequer o nevoeiro que seduz todas as madrugadas as calçadas sombrias. Foram sobretudo elevadas as gentes, os poetas e pensadores, os seus feitos, as suas pequenas vitórias, o seu orgulho em ser portuense e em ser português. Em 1996, o centro histórico do Porto recebeu somente um título. Património Mundial da Humanidade já o era desde tempos imemoriais.

[ariana luna] Porto, 1996


[ariana luna] Porto, Setembro 2007

03 dezembro 2007

o mar

Este fim-de-semana apanhamo-lo.

[ariana luna] Paraíso, Dezembro 2007

[Cada um à sua maneira...]