20 agosto 2007

O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,


quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,


é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.


Eugénio de Andrade

1 Comments:

At 28 de agosto de 2007 às 14:57, Blogger pp said...

Como não consigo ver o ultimo, aqui fica neste, :)...
Adoro o azul-mar dos teus olhos...

 

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